Cólica na gravidez: o que você precisa saber sobre o assunto?

6 minutos para ler

A cólica na gravidez é um assunto que desperta em você curiosidade e preocupação? Pois saiba que não é a única mulher com isso em mente, viu? Muitas gestantes, desde aquelas de primeira viagem até as que já passaram por isso antes, ficam em alerta quanto a esse incômodo e o que ele pode representar — ainda mais em estágios avançados da gestação.

Para ajudar você, montamos este post para ser um guia rápido e prático sobre a cólica e como lidar quando ela surge na sua rotina. Acompanhe com atenção e tire suas dúvidas!

Por que a cólica na gravidez acontece?

Antes de tudo, é preciso entender que não existe só um tipo de cólica na gravidez, mas sim, vários. O mais comum e relatado pelas futuras mamães é a do tipo uterina, que acontece pelo crescimento natural (e necessário) do útero para o correto desenvolvimento do feto.

Portanto, por conta das mudanças constantes na musculatura do órgão, especialmente, quando se espera mais de um bebê, é possível sentir esse incômodo de forma frequente ou esparsa ao longo dos nove meses de gestação.

Já no último trimestre da gravidez, as cólicas também podem aparecer quando o seu filho se movimenta, dando os famosos chutes na barriga. Por conta de toda essa ação interna, a musculatura abdominal se torna mais sensível e pode acabar com pequenas dores localizadas (as chamadas cólicas abdominais). Mas essa é uma emoção única e que faz vale qualquer incômodo, não é verdade?

Outro motivo comum das cólicas abdominais são as irritações e inflamações nos órgãos dessa área, o que inclui estômago, bexiga, rins etc. Além desses casos, é possível que você tenha as do tipo intestinais, que podem ser sentidas também na área da pelve. Elas ocorrem devido à expansão do útero, que faz com que tanto o intestino grosso quanto o delgado fiquem ligeiramente espremidos.

Quando a cólica é um sinal mais sério?

“A cólica na gravidez também pode ser sinal de alguma doença ou mesmo um indício de que há algo errado com a gestação?”, você deve estar se perguntando. A resposta é sim. No entanto, as chances são consideravelmente menores, viu?

No caso de algum problema de saúde, por exemplo, é possível que você esteja com uma infecção urinária ou gastrointestinal. Afinal, ambas podem ocasionar esse desconforto na região abdominal umbilical — que é o centro da barriga — e na abdominal hipogástrica — que é a área da bexiga. Isso sem mencionar, é claro, outros sintomas, como enjoos, indisposição, febre etc.

Já em situações de complicação com a gravidez, a cólica pode ser um dos sinais que o corpo da mulher dá quando há um deslocamento da placenta, o feto está se desenvolvendo indevidamente fora do útero ou há um quadro de hipertensão gestacional. Porém, em todos esses cenários, a cólica se manifesta de forma mais intensa e constante, além de haver outros sintomas tão ou mais marcantes que ela.

Existe alguma maneira de prevenir esse incômodo?

A principal maneira é por meio de uma alimentação equilibrada. Com a correta dose de vitaminas e demais nutrientes, a dieta assegura o bom funcionamento do seu organismo, mantém você hidratada, reduz as chances de distensões e contrações musculares comuns na gestação e, o mais importante: garante que o seu filho se desenvolva saudavelmente.

Para tanto, é importante conversar com o médico nas consultas de rotina e pedir a recomendação de um nutricionista. A partir daí, você terá todo o suporte necessário para adotar novos hábitos alimentares durante essa fase da vida.

Como cuidar da cólica na gravidez?

Mesmo tomando algumas medidas de prevenção contra as cólicas, elas estão ocorrendo? Então, nesse caso, o segredo é saber lidar com elas para aliviar o nível de dor e desconforto ao se movimentar.

Você pode, por exemplo, evitar atividades físicas que demandem mais esforço e adotar alguns minutos diários de alongamento. Isso ajuda a deixar a musculatura do corpo menos rígida e tensionada. Banhos e compressas de água morna também tem o mesmo efeito relaxante, além de reduzir os níveis de estresse.

Também é interessante optar por roupas leves e calçados confortáveis, que não pressionem a barriga, principalmente, a área da cólica, ou que provoquem novas dores no corpo — dessa vez, na região lombar e da pelve.

Lembre-se de nunca tomar medicamento por conta própria, sem a devida orientação do seu médico, ok? Só ele pode indicar analgésicos para ajudar durante a gestação sem causar qualquer problema ao neném.

Quando é hora de me preocupar com a cólica na gravidez?

Qualquer mudança no seu corpo durante a gestação, seja externa, seja interna, merece atenção. Porém, a cólica não deve ser automaticamente motivo de aborrecimento e medo. Tenha em mente que alterações emocionais, principalmente, aquelas muito bruscas, afetam o seu bem-estar e, consequentemente, o do bebê.

Você deve se preocupar quando a sua sensibilidade abdominal está muito aflorada, o que torna qualquer tipo de desconforto mais intenso e atrapalha as suas atividades diárias, inclusive, os momentos de descanso, que são fundamentais para a gestante.

Além disso, vale se preocupar quando a cólica aumenta de intensidade e ritmo e é acompanhada de sangramento — mesmo quando o fluxo de sangue é pouco. Nesses casos, é importante marcar uma consulta com o seu obstetra ou mesmo recorrer ao serviço de urgência do hospital no qual você tem convênio.

Dessa forma, é possível avaliar o seu estado físico e fazer exames de sangue e de imagem. Eles vão checar se, na verdade, as cólicas não se tratam de contrações que indicam que chegou a hora do parto — que pode ser normal ou prematuro.

Como mostrado, a cólica na gravidez pode ter diferentes causas, sendo a maioria delas coisas corriqueiras e que não afetam de forma grave a sua saúde. Por isso, mantenha normalmente o acompanhamento do seu médico e não se esqueça: procure sempre lidar com calma nesses momentos, pois a gestação é um período de mudanças, desafios e, acima de tudo, muita preparação para uma fase da vida repleta de amor entre você e o seu bebê.

Gostou de tirar suas dúvidas sobre a cólica na gravidez? Compartilhe este post nas redes sociais. Assim, outras futuras mamães também podem ficar por dentro do assunto!

Posts relacionados

Deixe um comentário