Contração na gravidez: descubra aqui como ela ocorre!

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São tantas as dúvidas, não é mesmo? O período de gestação é um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher, mas pode trazer um pouco de insegurança, principalmente se for sua primeira vez. Não deixe que algumas preocupações roubem a beleza dessa fase única e deliciosa.

Podemos dizer que a contração na gravidez figura na lista dos assuntos que mais geram ansiedade em uma gestante. Será que ela é sinal de que o trabalho de parto começou? Nem sempre.

Este artigo vai explicar como o corpo se prepara para o nascimento do bebê e como saber se realmente chegou a hora de conhecer o seu rostinho. Boa leitura!

Como funcionam as contrações na gravidez?

A gestação é marcada por uma acentuada alteração hormonal, e os últimos dias do período são ainda mais intensos. Nessa fase, há a liberação de duas substâncias que são responsáveis em acelerar o trabalho de parto.

Uma delas é a prostaglandina, que tem como função dilatar o útero. A outra é a ocitocina, que faz exatamente o contrário, ela estimula a contração do colo. Esse movimento de contrair e relaxar ao mesmo tempo ajuda a dilatar e empurrar o bebê para o canal por onde ele deve passar para nascer.

A ocitocina também é liberada durante o orgasmo, por isso algumas mulheres sentem o enrijecimento da barriga após relações sexuais. Pode ficar tranquila, esse tipo de sensação costuma ser normal e não representa riscos nem para você nem para o bebê.

Esse hormônio continuará agindo no pós-parto, pois ele é o responsável pelas contrações uterinas, que ajudam a eliminar os resíduos e a restaurar o tamanho original do útero.

Quais são os tipos de contrações existentes?

A contração na gravidez mais conhecida — e esperada — é aquela que acontece durante o trabalho de parto, e nem sempre é sinônimo de que o bebê está chegando. Na verdade, existem dois tipos de contrações uterinas, e elas são bem diferentes entre si.

Uma delas é exatamente a que precede o nascimento da criança. A outra, mais suave, é chamada de contração de treinamento — ou contração de Braxton Hicks – e ocorre ao longo da gestação, a partir do segundo trimestre.

Como esses tipos se diferenciam?

Cada uma delas têm um perfil próprio, por isso é bom você conhecer as duas e saber a diferença, assim não precisa se preocupar sem necessidade.

Contrações de treinamento

São breves — têm duração entre 15 e 30 segundos — e acontecem em intervalos irregulares. Você pode ficar dias sem sentir nada. Elas costumam ser indolores ou, no máximo, apresentam um pequeno desconforto na barriga ou na virilha. Pode haver um leve enrijecimento da barriga por alguns segundos.

Ao contrário das contrações do trabalho de parto, é possível contornar esse incômodo com medidas simples. Para deixar você mais tranquila, saiba que elas são fundamentais para preparar o seu corpo e o bebê para o grande momento em que você finalmente vai conhecê-lo.

Esse processo ajuda a treinar o útero para a hora do parto e coloca o bebê na posição correta, de cabeça para baixo. Acredita-se que elas sejam responsáveis pelo afinamento do colo do útero.

Contrações de trabalho de parto

São mais longas e ritmadas. Normalmente são acompanhadas de dor moderada a intensa na região das costas e baixo ventre. Algumas gestantes relatam que os primeiros sinais podem ser parecidos com uma dor de barriga ou cólica menstrual.

Elas desaparecem depois de alguns segundos, mas, com o passar do tempo, ficam mais frequentes. Os intervalos tornam-se cada vez menores e a intensidade da dor aumenta. Nessa fase, a barriga fica mais dura nos segundos em que o espasmo dura.

De quanto em quanto tempo as contrações aparecem?

O ideal é começar a cronometrar assim que perceber que as contrações estão mais frequentes e desconfortáveis. Não é preciso ir imediatamente ao hospital, a menos que a bolsa tenha estourado. O recomendado é buscar a instituição médica quando os intervalos estiverem inferiores a 10 minutos.

Como o trabalho de parto pode levar de 8 a 24 horas, o tempo das contrações também pode variar bastante. Em geral, elas começam com intervalos de 30 a 15 minutos e evoluem para uma frequência de uma contração — que pode durar de 40 a 60 segundos —, a cada 2 ou 3 minutos.

O que fazer para aliviá-las?

Apesar de ser um processo natural e uma importante fase do parto normal, você pode sentir algum desconforto durante as contrações de treinamento. É possível aliviar a sensação com exercícios de respiração e mudanças de posição.

Se você estiver de pé, experimente sentar ou deitar confortavelmente para conseguir relaxar um pouco. Se as contrações acontecerem enquanto você estiver sentada, levante-se e caminhe devagar, massageando a região lombar.

Os exercícios de respiração profunda são muito importantes durante a gestação, pois ajudam a aliviar a tensão, melhoram a taxa de oxigenação do bebê e serão essenciais durante o trabalho de parto. Portanto, aproveite esse período para praticar.

As técnicas de respiração podem ser feitas em repouso ou associadas a exercícios físicos próprios para gestantes. Procure descobrir aquele que mais agrada você e use esse tempo para treinar e curtir o momento.

Durante o trabalho de parto podem ser usadas algumas técnicas que também aliviam as dores. O conforto pode vir por meio de medicação, um banho com água morna para relaxar a musculatura da região da barriga e da pélvis, técnicas de respiração, pequenas caminhadas durante o trabalho de parto e até mesmo acupuntura.

Quando é hora de ir para o hospital?

A resposta a essa pergunta pode variar muito, pois cada mulher se prepara de forma diferente para esse momento. O ideal é pedir orientação médica durante o pré-natal. De qualquer forma, recomenda-se buscar uma instituição quando os intervalos estiverem inferiores a 10 minutos, caso a bolsa estoure ou haja sangramento.

Apesar de ser temida, a contração na gravidez é um processo que precede o momento de maior alegria da gestação. Lembre-se de que o mais importante é o bem estar seu e do bebê. Caso o trabalho de parto demore e você esteja se sentindo muito desconfortável e insegura, busque ajuda profissional para uma avaliação.

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