Guia completo da gestante: dos sintomas de gravidez à chegada do bebê

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Quem se torna gestante passa por uma montanha-russa de emoções. No momento da descoberta, vem a surpresa e a alegria com o resultado do exame. Depois, há o surgimento de dúvidas e até medo, além de muitas mudanças físicas. Mas, afinal, como lidar com todo esse turbilhão? Estando bem informada!

Se você desconfia que está grávida ou acabou de confirmar, é o momento perfeito para conhecer os sintomas de gravidez, suas mudanças e o que esperar. No final, você vai ver que o processo pode ser até mais fácil do que você imagina.

Para ajudar nesse sentido, montamos um guia completo, desde a descoberta da gravidez até a chegada do bebê. Que tal conferir? Venha ver!

Quais são os principais sintomas de gravidez?

Antes de fazer o primeiro teste ou de ter a confirmação da gestação, seu corpo vai dar alguns sinais sobre a gravidez. Então, nada melhor que ficar por dentro para saber reconhecer, não é? A seguir, mostramos os principais indícios de que você está gestante. Veja!

Atraso de menstruação

Um dos primeiros sinais que podem fazê-la perceber que há uma gestação é o atraso ou a ausência de menstruação.

Para quem tem a menstruação irregular, entretanto, isso pode não ser percebido tão facilmente. Em casos menos comuns, algumas mulheres têm pequenos sangramentos iniciais, mesmo grávidas, sem que afete a gestação.

Cólica e inchaço abdominal

Embora a barriga leve alguns meses para começar a crescer, o começo da gestação pode deixar a gestante com um leve inchaço abdominal. Sabe quando você come um pouquinho demais e fica com aquela barriguinha saliente? É mais ou menos o que acontece, principalmente porque o organismo muda de ritmo e fica mais lento.

Os hormônios também podem fazer com que haja uma leve sensação de cólica, com dores esporádicas — mas não é todo mundo que sente isso, combinado?

Cansaço fácil e sono excessivo

A grande mudança no corpo e no metabolismo aumenta a chance de a gestante se sentir mais facilmente cansada. Especialmente no comecinho, não são raros os casos de quem sente uma grande perda de energia.

Isso se reflete, inclusive, no sono. Nessa fase, há uma necessidade maior e mais intensa de dormir e descansar por longos períodos. Se você estiver caindo na cama o tempo todo, saiba que esse pode ser o motivo.

Mamas sensíveis e escurecimento da aréola

As principais mudanças nos seios acontecem a partir da metade da gravidez. No entanto, nas primeiras semanas já é possível notar algumas alterações. Por causa das mudanças hormonais, as mamas ficam mais sensíveis e, às vezes, até doloridas.

Como o sangue passa a circular com mais intensidade na área, por conta do estímulo às glândulas que produzem leite, a aréola pode ficar um pouco mais escura e quase arroxeada.

Dor no fundo das costas

Entre os sintomas de gravidez, está a dor nas costas — principalmente na região de “fundo” ou na parte final da coluna. Novamente, os hormônios são os culpados, pois eles alteram a estrutura de sustentação do corpo.

É por isso que, se você estiver gestante, poderá sentir mais dor mesmo se não fizer grandes esforços, por exemplo.

Aversão a cheiros fortes

Não podemos nos esquecer de que o enjoo é um dos mais famosos sintomas de gravidez, né? Na maior parte das vezes, o “gatilho” para a náusea e até para os vômitos é um cheiro forte.

Pode ser até um perfume que você amava ou a sua comida favorita, pois alguns odores têm mais impacto. Isso ocorre pelo estímulo aos sentidos que o corpo passa a ter — e que demora a se acostumar.

Estou grávida. E agora?

Depois de notar algum dos sintomas ou vários deles, o melhor é fazer um exame de gravidez. Caso você escolha a opção de farmácia, o exame de sangue serve para confirmar a gestação. Agora que o “positivo” é uma certeza, é hora de saber o que vem por aí. Separamos tudinho para você conferir. Venha ver!

Inicie o pré-natal

Logo depois da confirmação da gravidez, é hora de começar com o acompanhamento médico. Marque uma consulta com um ginecologista ou obstetra da sua confiança para esse contato inicial.

Provavelmente, você fará alguns exames para identificar se está tudo bem com o seu corpo e, depois, fará a primeira ultrassonografia. Esse acompanhamento é indispensável para tirar dúvidas e ter o apoio de um profissional especializado para ajudá-la em todos os momentos.

Elimine cigarro e álcool

Desde a descoberta da gravidez, é muito importante se livrar de alguns hábitos e, entre eles, estão o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Afinal, o cigarro atrapalha a circulação e pode impedir que os nutrientes certos cheguem ao bebê, por exemplo.

Como gestante, também é importante abrir mão das bebidas alcoólicas porque elas podem prejudicar o desenvolvimento fetal. É melhor se prevenir, né?

Comece a fazer uma atividade física

É sempre bom repetir que gravidez não é doença e, sim, apenas uma fase de transformação do corpo — e da vida. Então, você pode praticar atividades físicas, desde que haja recomendação médica.

Quem passa por uma gravidez de risco precisa de repouso e não deve fazer esforços. No entanto, uma gravidez sem complicações pode incluir práticas físicas leves e moderadas, como caminhadas. Somente o médico poderá indicar o melhor tipo, a intensidade e com qual frequência você deve se exercitar.

De qualquer forma, se você conseguir se manter uma gestante ativa, isso vai ajudar bastante na hora do parto!

Como evitar os enjoos e outros probleminhas do início da gravidez?

Como essa é uma fase de muitas mudanças, é importante ter alguns cuidados para que você não encare problemas comuns dessa fase. Os enjoos, por exemplo, podem se tornar menos intensos e menos frequentes se você tiver atenção com alguns pontos — assim como outros sintomas. Por isso, veja como agir da melhor forma nessa fase!

Não coma “por dois”

É bem frequente aquela ideia de que, estando gestante, você deve comer por dois. Só que não é bem assim.

Se você exagerar na comida, aumentará o risco de desenvolver diabetes gestacional e pode agravar alguns sintomas, como dores nas costas ou falta de ar no final da gravidez. Além de tudo, as chances de sofrer com enjoos e azia são ainda maiores.

Por isso, o ideal é apostar em uma dieta balanceada e completa, mas que não ultrapasse as porções necessárias para o seu corpo e para o desenvolvimento do bebê.

Foque em roupas confortáveis

Com o desenvolvimento do bebê, é mais que natural que o seu corpo também mude. Os hormônios estão em alta, então você poderá encarar retenção de líquido ou a aquisição de novas formas.

Engordar alguns quilos também é parte do processo, até para o desenvolvimento do bebê. Por isso, o ideal é ter roupas confortáveis. Opte por peças que não tenham costuras ou elementos que marquem, apertem e machuquem. Mude o tamanho do manequim se precisar e foque em tecidos que ajudem a pele a respirar. Você se sentirá muito melhor no dia a dia, especialmente quando estiver calor.

Descanse por tempo suficiente

Se você for o tipo de gestante que fica muito cansada, é importante respeitar o seu corpo e procurar descansar. Tente diminuir o ritmo e procure dormir mais horas por noite. Se for possível, também é interessante fazer pequenas pausas ao longo do dia.

Também é importante evitar pegar muito peso ou fazer grandes esforços. Gravidez não é doença, só que você estará mais propensa a sentir dores nas costas — então, é melhor evitar.

Quais são as fases da gravidez para a mãe? E para o bebê?

Ao longo dos 9 meses de gestação, você passará por muitas etapas e o bebê também. Cada um desses períodos é marcado por descobertas e desenvolvimento, então o melhor é saber o que esperar de cada fase. Na sequência, mostramos as fases para mãe e bebê, desde o comecinho. Venha conferir!

Fecundação

Tudo começa com a fecundação, sabia? Esse processo ocorre quando um espermatozoide consegue “romper” a barreira do óvulo e entrar nele.

Depois da fertilização, o óvulo segue para a parede interna do útero, onde ficará para se desenvolver. Em geral, na semana seguinte à fecundação o resultado do teste de gravidez já é positivo. Nesse momento, há as primeiras células que formarão o feto e, depois, o bebê.

Primeiro trimestre

O primeiro trimestre, como dá para imaginar, marca da 1ª até a 13ª semana. Logo no comecinho, há a divisão de células para aumentar o número delas, até que haja a fixação na parede do útero.

Na terceira semana, começa o período embrionário e, até a oitava semana, há o desenvolvimento dos órgãos, além de nariz, boca, ouvido e olhos. A partir da nona semana, já existe o que conhecemos como feto.

Nessa fase, é muito comum sentir enjoos e os primeiros sintomas de gravidez. Essa fase também exige cuidados especiais, para que tudo dê certo com a gestação.

Segundo trimestre

O segundo trimestre vai da 14ª até a 26ª semana de gestação. Essa fase é muito importante para o desenvolvimento do bebê, já que ele passa a ter suas funções respiratórias e musculares, por exemplo.

Também começa a mexer as mãos e, no ultrassom, pode até aparecer chupando dedo. Por falar no exame, também é possível identificar o sexo do bebê.

Para você, gestante, é comum que os principais sintomas deem um alívio. No entanto, você poderá encarar prisão de ventre e alguns desconfortos. A barriga começa a aparecer e os seios também crescem, pela produção de leite. Com os chutes do bebê, você também terá sensações diferentes.

Terceiro trimestre

Já o terceiro trimestre ocorre da 27ª até a 40ª semana. Nessa fase, o bebê já está formado e, então, começa a ganhar peso. A criança já escuta desde o final do último trimestre e, agora, também abre os olhos.

Para a gestante, a barriga está mais pesada e é comum sentir dores nas costas e vontade mais frequente de urinar. Se o bebê for grande e pressionar a região das costelas, é normal sentir um pouco de falta de ar.

Reta final

Embora uma gestação dure, em média, 40 semanas, ela pode chegar a até 42 semanas. Nesses últimos períodos, tanto o corpo do bebê quanto o organismo da mãe passam a se preparar para o parto.

Normalmente, o bebê muda de posição e fica encaixado, o que facilita bastante o parto normal. Já a gestante começará a sentir os seios mais inchados e sensíveis, além da mudança na região do quadril.

Em alguns casos, é comum que surjam mudanças psicológicas. Além da ansiedade e da expectativa de ver o novo membro da família, o foco e a atenção passam a ser direcionados para o parto, mesmo que involuntariamente. Esquecimentos são muito comuns, já que todo o seu organismo está preparado para passar por uma nova experiência.

Por que o tempo de gestação é dado em semanas?

Já reparou que, quando uma mulher fica gestante, ela passa a contar o tempo de desenvolvimento do bebê em semanas? Isso tem um motivo bem relevante: a precisão do tempo de desenvolvimento.

Afinal, ao longo do tempo de gravidez, os meses têm de 28 a 31 dias, de modo alternado. Então, se você falar apenas que está grávida de “3 meses”, não dá para saber se são 91 dias ou 92 dias — ou mesmo 89 ou 90 dias.

Já quando você diz que está grávida de 13 semanas, tem a certeza de que são 91 dias.

Então, é por isso que a mensuração é feita dessa forma. Inclusive, não significa que uma gravidez de 40 semanas dura 10 meses, combinado?

Qual é a alimentação ideal para a gestante?

A alimentação é um dos aspectos mais importantes da gravidez, já que é o que fornece os nutrientes necessários para o bebê. Então, é essencial saber o que colocar no prato e como comer bem para que tudo saia conforme o esperado. Para não ter dúvidas, separamos algumas dicas essenciais. Confira!

Tenha uma alimentação saudável e balanceada

Para o bebê se desenvolver da melhor forma, o ideal é garantir que ele tenha substâncias adequadas. Vitaminas, sais minerais e outros componentes vão garantir um crescimento saudável. Então, devem estar no seu prato.

Por outro lado, é preciso ter cuidado com o excesso de gordura, de sódio, de açúcar e de componentes industrializados. Afinal, eles também podem ser carregados até o bebê e não é isso que queremos, certo?

Então, o melhor é tornar a sua alimentação mais saudável e equilibrada. Diminua o volume de industrializados e troque por comida saudável, feita em casa. Tenha cuidado com os excessos e faça escolhas inteligentes (e saborosas!) para você e seu bebê.

Considere a necessidade de suplementação

Mesmo com uma boa alimentação, pode ser necessário suplementar alguns nutrientes, como o famoso ácido fólico. Isso é muito importante para reduzir os riscos de ocorrer alguma má-formação, por exemplo.

Nesses casos, o melhor é utilizar suplementos especificamente criados para quem está gestante. Eles fornecerão as suas necessidades nos níveis certos, o que ajuda o desenvolvimento da gravidez.

Tenha o apoio de um profissional

No entanto, não é recomendado definir o seu cardápio por conta própria — e nem a suplementação. Ambas as questões são essenciais e, por isso, têm que receber atenção médica.

O ideal é ter o apoio de um nutricionista ou nutrólogo, que deve ser especializado na alimentação para a gestação. Com isso, você terá um plano alimentar desenvolvido especialmente para o seu corpo.

Já o uso de suplementos tem que ser recomendado dos tipos e nas quantidades certas. Não adianta recorrer ao que outras gestantes tomam, pois cada uma tem demandas diferentes. Assim, você favorece o funcionamento do corpo e ainda mantém a gravidez em segurança.

Como o meu bebê está se desenvolvendo?

Como falamos nas etapas de cada trimestre, o bebê se desenvolve em etapas ao longo das semanas. Depois de formar os órgãos principais, ele passará a ter as capacidades e os sentidos e, depois, o foco é ganhar peso.

Como gestante, é normal ter dúvidas sobre o desenvolvimento do bebê e como ele está acontecendo. A melhor forma de acompanhar isso é por meio do pré-natal. Com as consultas e ultrassonografias, você saberá se tudo está bem com o bebê e se o desenvolvimento ocorre no ritmo esperado.

Também é muito importante seguir as recomendações, inclusive sobre a dieta e a suplementação de nutrientes. Isso garantirá que o bebê receba, pela placenta, aquilo de que precisa.

Você pode, ainda, acompanhar alguns indícios do desenvolvimento fetal. Converse com o bebê e você notará que, em determinado momento, ele reagirá à sua voz. Também vale ficar de olho nos chutes e nos movimentos, pois tudo isso indica que o desenvolvimento vai bem.

Chegou a hora! Como me preparar para o parto?

Depois de tantas semanas, finalmente está perto da hora do parto. Esse é um momento de grande expectativa e que também exige preparo. Afinal, você passará por uma grande transformação de corpo e de vida. Mas não se assuste! Separamos os principais elementos que você deve conhecer e considerar. Confira!

Cuide do seu psicológico

Dar atenção ao seu psicológico e às suas emoções é tão importante quanto cuidar do próprio corpo, ainda mais para o parto. Nesse momento, você deve fortalecer a sua mente para se preparar de forma correta.

Vamos começar falando do plano de parto. Ele consiste em tudo o que você deseja ter e o que não quer na hora de dar à luz. É possível definir se você prefere uma cesárea ou um parto normal, por exemplo. Vale até definir qual música você gostaria de ouvir durante o trabalho de parto e quem será seu acompanhante. Lembre-se de que é seu direito que tudo isso seja respeitado.

Também é importante tirar todas as dúvidas sobre o parto, especialmente aquelas que causarem medo ou apreensão. Você pode conversar com o seu médico ou mesmo com uma doula, por exemplo.

Para completar, tente manter a calma e confiar em todo o processo. Não se antecipe e nem pense em casos negativos. Manter-se calma e focada em ter um bom parto é essencial para o sucesso.

Prepare a mala da maternidade

Com a aproximação do final da gravidez, o parto pode acontecer a qualquer momento, então é essencial estar preparado. Nesse sentido, vale a pena preparar a mala de maternidade, que deve incluir itens para você e para o bebê.

Como gestante, você precisará de alguns itens básicos, como alguns pijamas, escova de cabelo, roupa íntima, uma roupa confortável para retornar para casa e itens de higiene pessoal.

Para o bebê, é importante separar fraldas, paninhos de boca, roupinhas, touca, meia, manta e produtos voltados para a higiene do pequeno. Lembre-se de que essa mala deve ficar montada e com fácil acesso, para o momento em que será preciso ir ao hospital.

Faça exercícios específicos para o momento

Além de serem bons durante o desenvolvimento da gravidez, os exercícios ajudam no momento do parto. Conforme o período se aproxima, é interessante focar em práticas que vão ajudar na hora de trazer uma nova vida ao mundo.

O agachamento é um bom exemplo, já que você poderá praticar esse movimento para facilitar na hora do trabalho de parto. Também vale a pena realizar alongamento pélvico e até algumas posições de ioga.

Naturalmente, é preciso ter a liberação do médico, mas essas práticas são interessantes porque favorecem a dilatação para a passagem do bebê. Então, podem ajudar a tornar o parto mais fácil.

Identifique os sinais reais

Antes de realmente chegar a hora de dar à luz, é possível que você passe por contrações de treinamento. Então, é importante estar preparada para identificar os sinais reais, de que agora é pra valer.

Cada corpo é diferente, mas alguns sinais costumam se repetir, como uma pressão no baixo ventre e o começo das contrações. É preciso controlar o intervalo entre elas, pois quando ficam mais próximas, há a indicação de trabalho de parto.

A eliminação de líquido é outro sinal, já que pode indicar que a bolsa estourou e que o bebê está vindo. Além disso, algumas gestantes notam a perda do tampão, uma substância viscosa que fica no útero. Sua saída pode indicar o início da dilatação.

No entanto, somente um médico pode dar a confirmação. Então, o ideal é procurar apoio especializado rapidamente, até para que você seja monitorada. Se o momento realmente tiver chegado, você passará um tempo variável em trabalho de parto e, enfim, terá o bebê em seus braços!

Como nova gestante, é normal ter dúvidas e até medo dessa nova fase. Entretanto, agora você já sabe o que esperar e tudo será mais fácil. Com os cuidados certos, a sua gravidez tem tudo para ser tranquila e repleta de boas memórias!

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