Quais foram as mudanças de regras no uso da cadeirinha infantil? Veja aqui!

6 minutos para ler

Criança bem de saúde é sinônimo de família feliz! E a segurança dela precisa ser garantida para que tenha bem-estar. É por isso que em qualquer passeio de carro o uso da cadeirinha é importante.

A partir de abril de 2021 começa a funcionar a nova Lei da Cadeirinha, que apresenta mudanças nas regras, tornando-as mais rígidas. O cumprimento é obrigatório, pois, além de proteger a criança, evita infrações, multas e pontos na carteira de motorista.

Quer saber o que muda e o que você precisa fazer? Contamos aqui neste post. Vem com a gente!

Por que o uso da cadeirinha é necessário?

Infelizmente, acidentes de carro são umas das principais causas de mortes infantis. Ao contrário do que muita gente pensa, o colo do adulto — mesmo com o cinto — não protege. Na verdade, essa prática pode causar incidentes piores, pois em batidas o peso do corpo dele aumenta em várias vezes e pode esmagar a criança.

A cadeirinha, então, é um equipamento importante de proteção, garantindo mais tranquilidade no desenvolvimento do bebê, evitando que se machuque. É por isso que precisa ser usada mesmo em passeios curtos, combinado? E para mais segurança, não se esqueça de observar as recomendações do fabricante quanto ao peso e as regras recomendadas para a instalação.

O que é a Lei da Cadeirinha?

A Lei da Cadeirinha é a resolução 277 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Está em vigor no Brasil desde 2008 e complementa algumas regras do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) quanto ao transporte de crianças no carro.

O Novo Código de Trânsito Brasileiro foi aprovado em 2020 e entra em vigor em abril de 2021, alterando algumas normas, inclusive a Lei da Cadeirinha. 

Quais foram as mudanças impostas pelo CTB no uso da cadeirinha infantil?

Com relação à Lei da Cadeirinha, o novo CTB torna alguns pontos mais claros e faz certas alterações. Fique por dentro de tudo!

Limite de idade

Antes, a lei dizia que crianças até os 7 anos e meio precisavam andar com a cadeirinha apropriada ao peso e à idade. Agora, essa obrigação vai até os 10 anos de idade — ou depois disso, até que a criança tenha 1,45 m de altura. Na prática, fica assim:

  • recém-nascido até 1 ano: bebê-conforto no banco de trás e virado de costas para o passageiro;
  • 1 a 4 anos: cadeirinha no banco de trás e virada de frente para o motorista;
  • 4 a 10 anos: assento de elevação no banco de trás e virado de frente para o motorista, com cinto de segurança de três pontas;
  • a partir de 10 anos ou 1,45 m: pode andar sem o equipamento, no banco da frente ou de trás, mas sempre com cinto de segurança de três pontas.

Multa

A lei anterior não era tão clara em relação à multa. Agora, fica explícito: o motorista que não segue as imposições recebe 7 pontos na carteira, comete infração gravíssima, paga multa de R$ 293,47 e tem o carro retido. 

Equipamento de segurança

São três os tipos de equipamentos de segurança:

  • bebê-conforto: existem modelos que vêm junto do carrinho de bebê, o que deixa a aquisição mais vantajosa;
  • cadeirinha: alguns modelos servem para crianças um pouco mais velhas também, podendo ser econômico a longo prazo;
  • banco de elevação: confira se o modelo serve para as idades mencionadas na lei (4 a 10 anos).

Quais as dicas para fazer a criança aceitar o uso da cadeirinha?

O uso da cadeirinha é obrigatório mesmo em trajetos curtos. Mas e quando o bebê ou a criança não quer aceitar de jeito nenhum? Calma, que tem solução. Separamos algumas dicas!

Use a psicologia

Por volta dos 2 anos de idade começa aquela fase de birras. A criança não obedece ao adulto e quer tomar as próprias decisões. Se essa é a situação, deixe que ela escolha, mas dentro dos limites. Por exemplo, diga: o que você prefere, sentar na cadeirinha sem ajuda ou quer que eu te coloque? Esse pouco de autonomia já pode facilitar o processo. 

Evite brigar

A resistência é grande? Primeiro, dê acolhimento. Isso pode ser mesmo meio chato e entediante para a criança, que precisa ficar na cadeirinha longe dos pais. No caso do bebê-conforto, ela fica de costas, então nem entende o que está acontecendo. Brigar e gritar só vai deixá-la mais estressada, e ela passa a associar as saídas de carro a algo desagradável.

Leve brinquedos

Chocalhos, brinquedos e móbiles no vidro ou no bebê-conforto são perfeitos para distrair e tirar o tédio. E que tal ter os brinquedos especiais do carro? Como eles só ficam lá, você não corre o risco de esquecer de levá-los. Além disso, se tornam novidade, já que a criança só tem acesso a eles às vezes.

Conte com os eletrônicos

São a salvação nessas horas! Deixe o celular ou tablet preso no encosto do banco e coloque vídeos ou desenhos atrativos. Aqueles com muitas cores e canções são os que chamam mais atenção.

Crie brincadeiras ou desafios

Os grandinhos também dão trabalho? Invente brincadeiras e proponha desafios. Que tal contar os carros vermelhos ao longo do trajeto? Ou ver quem encontra mais rápido uma placa com a inicial do nome?

Prepare a mamadeira

Essa é uma carta na manga! Ou melhor, uma mamadeira. Ela pode acalmar o bebê que não para de chorar. E, com o embalo do carro, é um passo para ele tirar uma soneca. 

Toque uma playlist

Músicas e historinhas também distraem. Com os aplicativos de streaming e o bluetooth do som do carro, você encontra boas playlists ou podcasts infantis interessantes. É só dar o play que o passeio fica mais animado!

Enfim, o uso da cadeirinha sempre foi importante, já que protege e aumenta a segurança durante os trajetos no carro. Mas fica uma dica: procure por cadeirinhas de qualidade. Elas devem ter o selo do Inmetro, ou certificação americana ou europeia. Dessa forma, você ajuda a proteger quem você ama!

Curtiu ficar por dentro das informações? Então, que tal entender mais sobre todas as fases de desenvolvimento do bebê?

Posts relacionados

Um comentário em “Quais foram as mudanças de regras no uso da cadeirinha infantil? Veja aqui!

Deixe um comentário